Propriedades favoráveis, disponibilidade e custo acessível, impulsionam o uso das poliolefinas em obras e em edificações
Altamente relevante para a economia brasileira, a construção civil constitui mercado importantíssimo para a cadeia do plástico: gera mais de um quarto – mais exatamente 28,3% – da demanda total por produtos plásticos no país (dado da Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico, em seu Perfil 2025, considerando o volume de materiais).
Atualmente, é o PVC a resina predominante na construção civil. Mas têm emprego expressivo nesse setor também as poliolefinas, que nele aparecem em quantidades crescentes, em diversas aplicações.
O polietileno, especificamente, é hoje matéria-prima de:
- Tubulações: o PE ganha espaço crescente em tubos de transporte de água e esgoto, em sistemas de condução de gás, na drenagem;
- Fios e cabos elétricos: seja na forma extrudada, seja na de polietileno reticulado (XLPE), aparece também no revestimento de fios e cabos;
- Impermeabilização e isolamento: membranas de PE impermeabilizam e ajudam a proteger as estruturas contra infiltrações, e mantas feitas com esse polímero proporcionam isolamento térmico e acústico;
- Outros usos: revestimentos de pisos e paredes, coberturas; geossintéticos empregados em sistemas de drenagem e manejo de águas pluviais; na forma de polietileno expandido, no nivelamento de pisos e no preenchimento de espaços vazios.
Mais espaço para o PP
Também o polipropileno tem um leque diversificado de aplicações na construção. Algumas delas:
- Tubulações: sistemas de condução de água fria e quente, bem como de transporte de efluentes, especialmente daqueles mais agressivos quimicamente, ou com temperaturas mais elevadas;
- Concreto: na forma de fibras, tem uso intenso em formulações de concreto de pisos industriais, lajes, pavimentos. Nessas formulações ajuda a controlar a fissuração por retração, contribuindo ainda para aumentar a resistência à tração e prolongar a durabilidade;
- Outras aplicações: aparece em geotêxtis utilizados para controlar a erosão, manejar as águas pluviais, promover a impermeabilização do solo, bem como em telhas e em formas para construção de lajes. Nas espumas de EPP (polipropileno expandido), em painéis e revestimentos que proporcionam isolamento térmico.
Propriedades e disponibilidade
O uso crescente das poliolefinas na construção civil decorre de um conjunto bem equilibrado de propriedades interessantes para as demandas desse setor. Algumas delas:
- Polipropileno: boa resistência química e térmica, com resistência a impactos, deformação e fadiga. Flexível e versátil, tem baixa densidade, e elevada resistência à transmissão de eletricidade. Fornecido nas versões homopolímero, copolímero e random, cujas características individuais adequam-se de maneira mais precisa a aplicações específicas;
- Polietileno: também disponível em diferentes versões, cada uma delas com propriedades mais ou menos interessantes para aplicações específicas. O PEAD tem baixa reatividade química e boa resistência ao fissuramento por tensão e à abrasão, enquanto o PEBD, de menor densidade que o PEAD, tem boas propriedades elétricas e de resistência ao impacto. Já o PEBDL é mais resistente ao rasgo que o PEBD.
Além disso, poliolefinas são produzidas em ampla escala, no Brasil e em todo o mundo -, tendo assim pronta disponibilidade e custo acessível. Ambas são facilmente processáveis pelos mais diversos métodos de produção de peças plásticas. E contam com uma cadeia bem estruturada de reciclagem.
A Piramidal fornece PE e PP – nas diferentes versões -, produzidos pela Braskem, um dos grandes nomes da petroquímica mundial. Oferece ainda grades específicas de PEBDL para rotomoldagem da LyondellBasell, outro nome de relevo na petroquímica global. Esses polímeros são alguns dos integrantes de uma oferta que ajuda a fazer dela uma das maiores e mais qualificadas distribuidoras de resinas e especialidades do Brasil.
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